CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Estudantes de Psicologia visitam Museu Bispo do Rosário e conhecem história da saúde mental no Brasil

16/09/2026 14:16:39

Estudantes do curso de Psicologia do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) passaram por uma experiência de aproximação com a história da saúde mental brasileira e as transformações nas formas de compreender e cuidar de pessoas em sofrimento psíquico. No dia 2 de setembro, a turma visitou o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, na Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Integrado ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, o museu está localizado no território da antiga Colônia Juliano Moreira. O espaço atual preserva e difunde a obra do artista plástico Arthur Bispo do Rosário, artista que viveu décadas na instituição, onde produziu grande parte de sua obra, que reúne mais de oitocentas peças com diferentes técnicas, com destaque para a costura e bordado em tecido.

Durante a visita, os estudantes conheceram diferentes espaços que fazem parte do Circuito Cultural Colônia, incluindo referências à história da Colônia Juliano Moreira e ao percurso de Arthur Bispo do Rosário. Todo o local reúne marcas de diversos períodos históricos, desde as antigas construções relacionadas ao Engenho da Taquara até as edificações do antigo núcleo psiquiátrico, construídas a partir da década de 1950.

De acordo com integrantes do grupo, conhecer esse território representa uma oportunidade de ampliar o olhar sobre a relação entre sujeito, sociedade, saúde mental, cultura e direitos. Para eles, mais do que conhecer um espaço museológico, a visita possibilitou aos estudantes entrar em contato com uma história que ajuda a compreender os desafios enfrentados pela Psicologia e pelas políticas de saúde mental na construção de formas de cuidado mais humanizadas e comprometidas com a dignidade das pessoas.

A visita ainda aproximou os estudantes da produção artística de Bispo do Rosário e de sua arte como forma de expressão, criação e construção de narrativas sobre a própria existência.

A atividade reforça a importância de experiências formativas que ultrapassam os espaços tradicionais da sala de aula e possibilitam aos estudantes conhecer, de forma crítica e sensível, lugares que fazem parte da história da Psicologia, da saúde mental e das políticas de cuidado.

Por: Raphael Branco

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