CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Alimento seguro: atuação do médico-veterinário e atenção do consumidor fazem a diferença

17/08/2026 16:21:41

Atualizado em 17/08/2026 17:12:25

Quando pensamos em Medicina Veterinária, é comum associar a profissão ao cuidado com cães, gatos e outros animais. O que muita gente não sabe é que o médico-veterinário também desempenha um papel fundamental para a saúde de toda a população ao atuar na inspeção, no controle de qualidade e na segurança dos alimentos de origem animal. 

Produtos como carnes, leite e derivados, pescado, mel, ovos, entre diversos outros alimentos de origem animal passam pela atuação do médico-veterinário, responsável por verificar se atendem aos padrões sanitários exigidos antes de chegarem ao consumidor. Esta temática tem sido abordada no evento anual Selo Quali - Dia do Alimento Seguro, que já realizou sua segunda edição neste ano, promovido pela Liga Acadêmica de Higiene, Inspeção e Tecnologia de Produtos de Origem Animal (LAHITPOA), do curso de Medicina Veterinária do Unifeso.

Flávia Calixto é Doutora em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal (POA) e professora no Unifeso. Ela defende que essa atuação é indispensável para proteger a saúde pública. "O médico-veterinário pode atuar tanto em órgãos de fiscalização quanto no setor privado, no controle de qualidade dos alimentos. Juntos, os setores público e privado devem zelar pela garantia do alimento seguro", observa. 

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) estão relacionadas principalmente a problemas de saneamento e qualidade da água, higiene inadequada e consumo de alimentos contaminados, sendo importantes causas de adoecimento e morte no mundo. Segundo a OMS, cerca de 600 milhões de pessoas adoecem e 420 mil morrem anualmente em decorrência dessas doenças. No Brasil, entre 2007 e 2020, foram registrados, em média, 662 surtos por ano, envolvendo mais de 156 mil doentes, 22 mil hospitalizações e 152 mortes. 

Segundo Flávia, manter o tema em pauta é fundamental para ampliar a conscientização e fortalecer as ações de prevenção. "Mesmo diante da ampla oferta de informação e da atuação de profissionais qualificados na área, as doenças veiculadas por alimentos ainda representam um importante problema de saúde pública. Por isso, é fundamental manter esse assunto em debate. A prevenção continua sendo o melhor caminho para proteger a saúde", alerta.  

Além da fiscalização realizada pelos profissionais, conhecer informações básicas também faz diferença para o consumidor. Observar a validade, conferir a rotulagem e verificar a presença dos selos oficiais de inspeção são atitudes que ajudam na escolha de produtos mais seguros. Para a estudante do 10º período de Medicina Veterinária e ex-presidente da LAHITPOA, Juliana Emerick, levar esse conhecimento à população é uma forma de prevenir doenças e aproximar a ciência do cotidiano das pessoas. "A segurança dos alimentos faz parte do dia a dia de todos. Quando a população entende a importância da inspeção sanitária e das boas práticas, torna-se mais consciente e valoriza o trabalho dos profissionais envolvidos na produção dos alimentos", nota a estudante. 

Por Giovana Campos

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