31/07/2026 12:08:28
Atualizado em 31/07/2026 12:08:56
A Biblioteca Central do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) acaba de ganhar um novo espaço dedicado ao conhecimento, à cultura e à preservação da memória institucional. O acervo do Programa de Arte do Unifeso (PLAMC) passa a integrar o ambiente da biblioteca, reunindo obras de diferentes áreas artísticas e consolidando mais uma importante iniciativa voltada à formação humanística de estudantes, professores e colaboradores, ampliando o acesso a diferentes linguagens da arte e convidando a comunidade acadêmica a explorar novas formas de conhecimento, criatividade e reflexão.
Criado em 2015, o programa nasceu por iniciativa da professora Mariana Arcuri, então diretora da Direção Acadêmica de Ciências da Saúde (DACS), em parceria com o professor Daniel Pinheiro, inicialmente com foco na valorização da arte e na preservação da memória institucional, especialmente da história da Medicina. Segundo o coordenador do PLAMC, professor Luiz Felipe Brandão, o programa passou por uma importante transformação em 2023, tornando-se mais abrangente e inclusivo.
"Reformulamos o programa para que ele pudesse contemplar todas as linguagens artísticas. Hoje o PLAMC reúne literatura, cinema, fotografia, artes visuais, dança e outras manifestações culturais. A proposta é ser um programa plural, aberto a diferentes formas de expressão e conhecimento", conta.
A ampliação refletiu também no próprio nome e na identidade visual do programa, que passou a representar uma atuação interdisciplinar, voltada para toda a comunidade universitária. Embora esteja vinculado à Direção Acadêmica de Ciências da Saúde (DACS), o PLAMC ultrapassa os limites das áreas da saúde ao promover atividades que dialogam com todos os cursos do Unifeso.
Para Luiz Felipe, a arte ocupa um papel fundamental na formação, desenvolvendo competências que complementam o ensino técnico. "O programa oferece outras ferramentas de conhecimento para os estudantes. A arte é uma ferramenta interdisciplinar, capaz de desenvolver criatividade, sensibilidade, pensamento crítico e autoestima. São habilidades essenciais para a formação de qualquer profissional", destaca.
Além das atividades culturais, o programa também preserva a história institucional por meio da obtenção, organização e guarda de documentos, fotografias, equipamentos e outros objetos que registram a trajetória da DACS e do próprio Unifeso.
Um acervo pensado para inspirar
Quem visitar o novo espaço encontrará uma coleção diversificada, composta por obras de literatura, filosofia, cinema, dança, artes visuais e outras áreas relacionadas à produção artística e cultural.
O acervo foi organizado para dialogar diretamente com as atividades promovidas pelo PLAMC, como o Clube de Cinema, o Clube de Artes Visuais, o Clube de Escrita, Leitura e Escrita e as ações desenvolvidas em parceria com o Grupo de Dança Experimental (GRUDA). Esses grupos oferecem encontros periódicos ao longo do semestre, criando espaços de troca, experimentação artística e construção coletiva do conhecimento.
Trabalho coletivo para preservar a memória
A organização do acervo foi resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses em parceria com a equipe da Biblioteca Central. De acordo com o coordenador do PLAMC, inicialmente foi realizado um levantamento das obras existentes e dos títulos que precisavam ser incorporados ao acervo. Em seguida, toda a catalogação e organização ficaram sob responsabilidade da equipe da biblioteca.
"Toda a equipe da Biblioteca foi muito importante nesse processo realizando uma organização extremamente cuidadosa. Também agradeço à Reitoria do Unifeso, que apoiou essa iniciativa em todas as etapas", destaca o professor.
Um convite para descobrir novos olhares
Aberto a estudantes, professores e colaboradores, o PLAMC reforça a proposta do Unifeso de oferecer uma formação que une excelência acadêmica, cultura e desenvolvimento humano. Para Luiz Felipe Brandão, conhecer o acervo é também uma oportunidade de ampliar horizontes e descobrir novas formas de compreender o mundo. "Convido toda a comunidade acadêmica a conhecer o nosso acervo, retirar os livros, levá-los para casa e mergulhar nesse universo tão rico. A arte nos oferece outras formas de conhecimento e desenvolve competências fundamentais para a vida profissional e pessoal. É um universo encantador, e esperamos que cada vez mais pessoas façam parte dele", observa.
Por Giovana Campos