19/05/2026 14:47:00
No começo de maio, estudantes do curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) puderam compreender um pouco mais a prática da chamada telessaúde no tratamento e reabilitação de pacientes a distância. Isso aconteceu por meio de uma palestra com a terapeuta ocupacional Priscila de Souza Lepre.
Promovida como uma atividade da disciplina de Integração, Ensino, Trabalho e Cidadania (IETC), a palestra "Práticas profissionais e o uso da estratégia da telessaúde por terapeutas ocupacionais" proporcionou aos estudantes uma reflexão crítica sobre as transformações ocorridas na área da saúde a partir da pandemia de Covid-19.
"A experiência acumulada nos últimos anos demonstrou que a telessaúde pode fortalecer o cuidado, ampliar o acesso aos serviços e garantir a continuidade da assistência em territórios marcados por vazios sanitários", disse Priscila de Souza Lepre ao ressaltar o papel estratégico dessa modalidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a palestra, foi abordado também um panorama histórico da telessaúde no Brasil, incluindo os impactos das medidas sanitárias adotadas durante a pandemia e as mudanças regulatórias promovidas pelos órgãos de saúde e conselhos profissionais.
Entre os marcos mencionados estiveram a Resolução nº 516/2020 do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), que autorizou temporariamente a teleconsulta e a prescrição de tratamento de forma não presencial, e a Lei nº 14.510/2022, que regulamentou oficialmente a telessaúde para as profissões da saúde em todo o território brasileiro.
A atividade promovida pelo curso de Terapia Ocupacional reforçou, de modo geral, a importância da formação crítica e atualizada dos futuros profissionais frente às transformações contemporâneas do cuidado em saúde, evidenciando a telessaúde como uma estratégia ética, potente e cada vez mais consolidada nas práticas profissionais da área.
Por: Raphael Branco